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Histerossalpingografia

por Dr. Luíz Flávio Cordeiro

Histerossalpingografia

A histerossalpingografia (HSG) é um exame ginecológico de imagem (raio-X) solicitado para avaliação e diagnóstico de algumas patologias ou condições uterinas e tubárias que podem afetar a cavidade e as tubas uterinas, respectivamente, como malformações e obstruções. Geralmente, ela é solicitada quando o casal tem dificuldade para engravidar, infertilidade.

A HSG é feita com uma substância chamada contraste, iodado ou fluorado, que preenche a cavidade uterina e delimita sua anatomia quando o raio-X é emitido, pois o contraste impede a passagem dos raios, demarcando a anatomia de cada órgão.

Existem casos de desobstrução tubária pelo contraste durante o exame. Se a mulher for infértil em virtude de alguma obstrução das tubas uterinas, ela pode engravidar após o exame, embora não seja comum.

A HSG é um exame de baixa complexidade e de curta duração que oferece mínimos riscos para a paciente.

Indicações

A HSG é indicada para principalmente para mulheres com infertilidade, podendo ser útil também na investigação do abortamento habitual. As principais indicações são:

A infertilidade pode ser causada por malformações uterinas e alterações tubárias. Se as tubas uterinas estiverem obstruídas, dilatadas ou com alteração anatômica, a mulher pode ter dificuldades para engravidar.

Contraindicações

Exames de raio-X são contraindicados para mulheres grávidas. A radiação emitida pode afetar o bebê e gerar complicações para a gravidez.

Além disso, antes da realização do exame, o laboratório deve questionar se a mulher tem alergia a contrastes. Em caso positivo, o exame não pode ser realizado e a investigação deverá ser feita de outra forma.

Procedimento e preparação

A HSG requer preparação e só pode ser realizada em um período específico do ciclo menstrual: entre o 6o e o 12o dia, ou seja, depois da menstruação e antes do processo ovulatório. Durante a menstruação, o útero está descamando e isso pode afetar os resultados do exame. Já depois da ovulação a mulher pode estar grávida e a radiação prejudicar a gravidez. Pode ser realizado em qualquer data, caso a paciente encontre-se em amenorreia, ou seja, sem menstruar, desde que tenha sido descartada a possibilidade de gestação.

Ela deve ser manter em posição ginecológica para facilitar a realização do procedimento. A primeira parte do exame é a injeção, com o auxílio de um cateter, de contraste pelo colo do útero, que vai preencher a cavidade uterina e as tubas.

Uma vez preenchida a cavidade, é feito o raio-X de toda a região pélvica da mulher e a difusão do contraste pelas tubas sugere o formato de cada um dos órgãos e sua patência, sendo possível fazer o diagnóstico do que está afetando a saúde da mulher.

Esse exame pode, dependendo do caso, ser realizado com anestesia e ter o apoio de anti-inflamatórios e/ou antiespasmódicos, pois algumas mulheres têm baixa resistência à dor e a HSG pode provocar desconforto e cólica.

A HSG dura em média 30 minutos e a mulher pode voltar às suas atividades diárias logo depois do exame.

Resultados

O exame pode identificar diversas alterações uterinas e tubárias. As alterações uterinas mais comuns são:

As alterações tubárias mais comuns são:

O principal objetivo do exame é investigar a infertilidade feminina. O médico dará os devidos encaminhamentos com base nos resultados desse exame.

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