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Endometriose e nutrição: qual a relação?

Endometriose e nutrição: qual a relação?

Juliana Mota

A importância da alimentação vai muito além da sua capacidade de fornecer energia para nos manter vivos. Ela também é capaz de prevenir, controlar inúmeras alterações e doenças. A endometriose é uma delas.

A escolha do que comemos reflete na nossa saúde e, no caso da endometriose, alguns alimentos podem ajudar a amenizar os seus principais sintomas. Por isso, neste artigo, vamos mostrar a relação entre a nutrição e a endometriose.

Continue a leitura e confira!

Os tipos de endometriose

A endometriose é caracterizada pelos seguintes aspectos: trata-se de uma doença crônica, inflamatória e estrogênio-dependente. Ela pode atingir diversas regiões do corpo da mulher, como ovários, tubas uterinas, intestino, peritônio, entre outros.

As células endometriais são encontradas fora da cavidade uterina e, por responderem à ação hormonal, provocam um processo inflamatório local. A inflamação provoca uma série de complicações, como lesões e aderências nos órgãos afetados.

Essa doença, que atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, é complexa. Ela possui diferentes tipos e sintomas, como mostraremos a seguir.

Classificação

Entre as classificações mais utilizadas para a endometriose estão a baseada em um sistema de pontos que considera a extensão das lesões e a outra, os seus aspectos morfológicos.

Uma delas classifica a endometriose em quatro graus:

grau I (mínima);
grau II (leve);
grau III (moderada);
grau IV (severa).

Em uma outra, ela é dividida em três tipos: a endometriose peritoneal superficial, a ovariana e a infiltrativa profunda. O primeiro tipo é considerado o mais leve, caracterizado por lesões com menos de 5 mm de profundidade localizadas na região abdominal, mais precisamente, no peritônio.

A endometriose ovariana — também conhecida como endometrioma — é caracterizada pela presença de cistos em um ou em ambos ovários. E a infiltrativa profunda apresenta lesões mais profundas do que 5 mm, sendo o nível mais grave da doença.

Principais sintomas

A endometriose é uma doença que pode levaranos para ser diagnosticada. Entre os motivos para a longa espera está a sua grande variedade de sintomas, que podem confundi-la com outras doenças.

Entre os principais sintomas da endometriose são:

dismenorreia (cólica menstrual, podendo ser incapacitante);
dor pélvica crônica;
dispareunia de profundidade (dor durante a relação sexual);
alterações intestinais e/ou urinárias cíclicas;

Devido ao seu caráter progressivo, os sintomas da doença se tornam mais graves com o tempo. No entanto, algumas pacientes podem ser assintomáticas.

A nutrição e a sua importância para o organismo

O nosso organismo produz energia para realizar as suas funções por meio dos nutrientes. Por isso, a nutrição é tão importante. Ela envolve diversos processos, desde a ingestão dos alimentos, digestão e absorção dos nutrientes, até a sua excreção.

Carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais e lipídeos são tipos de nutrientes, onde cada um desempenha um papel para o desenvolvimento do nosso corpo. Em cada fase da vida, temos uma necessidade nutricional diferente. Uma gestante, por exemplo, é orientada no pré-natal a incluir na sua rotina alimentos ricos em nutrientes para o desenvolvimento do bebê.

A partir de uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes, o corpo recebe o que necessita para nos manter com saúde. Esse equilíbrio também é importante para a prevenção e o controle de doenças.

O que comemos impacta a nossa saúde de uma forma geral. A imunidade, o risco de ficarmos doentes e a velocidade da nossa recuperação são fatores influenciados pelo o que ingerimos.

A relação entre a endometriose e a nutrição

A alimentação saudável fortalece o sistema imunológico, responsável por combater todas as doenças que podem afetar a nossa saúde, incluindo, processos inflamatórios, uma das principais características da endometriose.

Alguns alimentos, como os ricos em ômega 3 ou em fibras, têm propriedades anti-inflamatórias. Por isso, incluí-los na dieta pode amenizar os sintomas da endometriose. No entanto, cada organismo pode reagir de uma forma diferente a cada tipo de alimento.

O tratamento da endometriose

Todos os nossos esforços são para aliviar os sintomas da paciente — principalmente, os relacionados às dores — com o objetivo de proporcionar uma melhor qualidade de vida.

Para a definição do melhor tratamento, é necessário levar em consideração uma série de fatores, como: o gravidade das lesões, os órgãos atingidos, os sintomas apresentados, objetivos da paciente, entre outros.

Com base nesses dados, o tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico. O primeiro utiliza medicamentos hormonais para minimizar as dores e evitar a progressão da doença. Para os casos mais graves ou reticentes ao controle hormonal, a cirurgia é mais indicada. Os focos da doença são retirados em uma cirurgia minimamente invasiva.

No tratamento da endometriose, a nutrição também é um fator relevante. Como já mostramos, ter uma alimentação saudável e diversificada proporciona para o organismo todos os nutrientes necessários para mantê-lo mais forte para combater a doença, reduzindo o estado inflamatório.

Por ser uma doença que provoca inflamação, incluir alimentos com propriedades anti-inflamatórias é recomendado para aliviar os sintomas. Assim como, evitar alimentos que podem desencadear uma ação inflamatória.

A nutrição é um fator muito importante para a saúde. Por meio da alimentação podemos prevenir, controlar e, em alguns casos, até curar doenças. Por isso, além do tratamento medicamentoso e/ou cirúrgico, ter uma dieta saudável e rica em alimentos anti-inflamatórios pode amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida paciente.

Nesse artigo, o objetivo era mostrar a relação entre a endometriose e a nutrição. Para saber mais detalhes sobre essa doença, confira nossa página sobre a endometriose!

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