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HPV: saiba quais são os sintomas

HPV: saiba quais são os sintomas

por Dr. Luíz Flávio Cordeiro

O número de casos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) continua em ascensão. Entre as doenças de maior prevalência estão o HIV, o HPV, a clamídia, a gonorreia, a sífilis e a tricomoníase.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que são registrados mais de um milhão de novos quadros por dia, no mundo todo. Esse índice é alarmante, considerando que a prevenção requer ações simples, como o uso de preservativos.

Neste texto, darei enfoque ao HPV. Continue a leitura e saiba como é a doença, quais suas formas de contágio, sintomas, fatores de risco e tratamentos. Descubra também quais as complicações do quadro e os possíveis riscos durante a gravidez. Acompanhe!

O que é HPV?

O papilomavírus humano, mais conhecido como HPV — sigla do termo em inglês “v — é uma DST de alto índice de contágio. Um estudo epidemiológico recente confirmou a prevalência da doença em mais de 50% das pessoas testadas, e mais de 35% ainda apresentavam o risco de desenvolver câncer.

O HPV pode atingir a pele e as mucosas — oral, genital ou anal — e afeta tanto o organismo feminino quanto o masculino. A doença abrange mais de 150 tipos diferentes de vírus, alguns, inclusive, com potencial oncogênico (podem causar câncer).

A principal forma de transmitir o HPV é via relação sexual: pelo contato genital-genital, oral-genital, anal-genital ou ainda manual-genital. No entanto, também existe o risco de contágio por meio da saliva, perfuração com objetos contaminados pelo vírus ou por transmissão vertical — da mãe para o feto.

O alto número de transmissões ocorre em razão dos diagnósticos tardios. Isso acontece porque, em muitos casos, trata-se de uma doença assintomática, o que faz com que as pessoas demorem a identificar o quadro e buscar tratamento.

Quais são os sintomas do HPV?

Muitos dos casos de infecção pelos vírus HPV não apresentam sintomas ou regridem de forma espontânea. Sendo assim, o homem ou a mulher podem ter a doença, mas sem ter conhecimento do próprio quadro. Essas situações são perigosas, uma vez que geralmente são as lesões que podem evoluir para câncer se não diagnosticadas e tratadas a contento.

Quando o HPV chega a se desenvolver de maneira sintomática, ocorre a formação de verrugas (condiloma acuminado), podendo estar acompanhadas de irritação e coceira, em diferentes partes do corpo, como:

  • Pele;
  • Lábios;
  • Garganta;
  • Região genital;
  • Uretra;
  • Ânus.

A infecção por HPV pode apresentar lesões clínicas e subclínicas. São consideradas como lesões clínicas as citadas verrugas ou condilomas acuminados. No conhecimento popular, esses sintomas também são identificados como “crista de galo” e apresentam aspecto e tamanho variáveis. As infecções subclínicas, por sua vez, não são visíveis macroscopicamente.

No organismo feminino, as lesões clínicas podem surgir na vagina, vulva, colo do útero e região perineal. Nos homens, as verrugas tendem a aparecer na bolsa testicular e no pênis — comumente na glande. Nos dois sexos, os condilomas também se manifestam no ânus, região perianal, boca e garganta.

Se as manifestações forem brandas, a avaliação por meio de exames específicos pode determinar com precisão a existência do vírus. Já nos casos em que os sintomas são mais acentuados, as células infectadas podem se multiplicar e afetar os tecidos próximos, dando origem a algum tipo de câncer.

Como é feito o diagnóstico?

Em casos sintomáticos, é possível chegar ao diagnóstico do HPV a partir da observação das lesões clínicas, isto é, do surgimento de verrugas em regiões específicas do corpo. Já os quadros assintomáticos somente são identificados com a ajuda de exames que detectam alterações citológicas ou histológicas, como Papanicolaou ou Colposcopia, entre outros.

Na avaliação médica, o especialista também pode verificar a existência de fatores de risco para o desenvolvimento da doença, como:

  • Vida sexual ativa sem o uso frequente de preservativos;
  • Histórico de outras DSTs;
  • Início precoce das atividades sexuais;
  • Imunodepressão — distúrbios do sistema imunológico;
  • Falta de acompanhamento médico periódico.

Quais as formas de tratamentos?

O HPV pode ser eliminado do organismo de forma natural, sem que o indivíduo chegue a confirmar seu diagnóstico, mas, quando o quadro evolui, é preciso tratá-lo de acordo com as manifestações da doença. Os tratamentos incluem intervenção medicamentosa para o fortalecimento do sistema imunológico e outros procedimentos, como cauterização química, eletrocauterização, laser, crioterapia e cirurgias.

Como ações preventivas, recomenda-se o uso de preservativos nas relações sexuais, bem como a vacinação contra o HPV. A vacina estimula a produção de anticorpos e é indicada ainda na faixa etária da pré-adolescência. Entretanto, a vacinação não é efetiva em pessoas já infectadas.

Quais as complicações possíveis?

A principal complicação dos casos de HPV é o surgimento de tumores malignos, em decorrência de lesões precursoras de alto risco, as quais são causadas por vírus com alto risco oncogênico. Pelo menos 13 tipos de HPV podem provocar câncer.

O câncer de colo do útero é o que mais tem relação com o HPV, mas o processo oncológico também pode se desenvolver em regiões como pênis, ânus, vagina, vulva, boca e orofaringe.

O HPV oferece riscos na gravidez?

Existe o risco de que a criança seja contaminada, mas isso pode ocorrer somente na hora do nascimento. O HPV não circula na corrente sanguínea e, portanto, não pode ser transmitido durante a gravidez.

A presença de HPV na gestação não está relacionada a malformações fetais e não oferece perigos para o bebê, como aborto espontâneo ou prematuridade. Além disso, ainda que o neonato seja contaminado no nascimento, ele pode eliminar o vírus em pouco tempo, sem manifestar nenhum problema.

Uma complicação bastante rara, mas potencialmente ameaçadora, decorrente da contaminação por HPV no momento do parto, é a Papilomatose Respiratória Recorrente ou Papilomatose Laríngea. Nesse quadro, a criança pode desenvolver sérias lesões na laringe, resultando em obstrução das vias aéreas e insuficiência respiratória.

O HPV, portanto, é uma doença que requer atenção e tratamento. Apesar da dificuldade de confirmar o diagnóstico, em razão da manifestação discreta dos sintomas, homens e mulheres — gestantes ou não — devem ficar atentos aos mínimos sinais do problema. Fazer acompanhamento médico de rotina e realizar exames periódicos também é aconselhável.

Gostaria de saber mais sobre o HPV? Veja esse conteúdo para conhecer mais informações importantes sobre a doença!

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