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Miomas: saiba quais são os sintomas

Miomas: saiba quais são os sintomas

por Dr. Luíz Flávio Cordeiro

O sistema reprodutor feminino pode ser afetado por uma série de doenças ginecológicas que causam desconforto e prejudicam a qualidade de vida da mulher. Alguns exemplos bem conhecidos são a endometriose, a síndrome dos ovários policísticos (SOP) e os miomas uterinos.

Neste texto, falarei com mais detalhes sobre os miomas. Continue a leitura e entenda o que são, quais os diferentes tipos, os principais sintomas e as possíveis complicações. Veja também como chegar ao diagnóstico e quais os tratamentos indicados. Por fim, descubra se os miomas interferem na fertilidade feminina ou se trazem problemas à gestação.

O que são miomas e quais os tipos existentes?

Os miomas são tumores que se desenvolvem no útero. São de natureza benigna e a possibilidade de que se transformem em um câncer é pequena. Eles podem surgir em diferentes partes uterinas — miométrio, endométrio ou perimétrio — e apresentar tamanhos variados.

Também chamados de leiomiomas, fibromas ou ainda fibroides uterinos, os miomas começam como pequenos nódulos que se desenvolvem no miométrio — tecido muscular liso que compõe a camada intermediária do útero — e podem se expandir para as áreas próximas.

Os miomas são classificados em diferentes tipos, de acordo com o local em que aparecem. A International Federation of Gynecology and Obstetrics propõe a classificação da seguinte forma:

0 – mioma pediculado intracavitário;

1 – <50% intramural;

2 – ≥50% intramural;

3 – 100% intramural, mas em contato com o endométrio;

4 – 100% intramural;

5 – subseroso e ≥50% intramural;

6 – subseroso e <50% intramural;

7 – subseroso pediculado.

Os miomas podem ser responsivos à ação do estrogênio. Portanto, são mais frequentes durante a idade fértil da mulher e tendem a diminuir ou desaparecer após a menopausa.

Quais sintomas os miomas podem provocar?

Boa parte das mulheres desenvolve miomas que não chegam a manifestar sintomas. Quando os quadros são sintomáticos, geralmente estão relacionados com sua localização e as pacientes relatam sentir:

  • cólicas fortes;
  • dores no abdômen e na região lombar;
  • dor aguda, em caso de torção pedicular;
  • sensação de pressão ou dor na região pélvica;
  • desconforto durante as relações sexuais;
  • fluxo menstrual em período prolongado e com sangramento intenso;
  • anemia, em alguns casos;
  • aumento da frequência urinária e constipação intestinal, em razão da pressão que os miomas podem exercer sobre os órgãos próximos;
  • aumento do volume abdominal, dependendo do tamanho do mioma;
  • dificuldade de engravidar.

Um tipo raro dessa doença e com sintomatologia evidente é o mioma em parturição, uma variante do mioma submucoso. Nesse caso, a mulher é acometida por dores intensas e repentinas, semelhantes às do trabalho de parto, podendo, inclusive, haver dilatação do colo do útero. O tumor, então, precisa ser retirado por via vaginal.

Que exames são realizados para chegar ao diagnóstico?

O primeiro procedimento necessário para chegar ao diagnóstico dos miomas é a investigação clínica. Por meio da anamnese, o médico avalia questões como histórico da paciente e existência de fatores de risco — genética, raça (mais comum em mulheres negras), primeira menstruação muito jovem, uso de álcool e cafeína, idade reprodutiva, entre outros.

Os miomas assintomáticos, isto é, que não levam a paciente a buscar confirmação diagnóstica, acabam sendo identificados em exames de rotina. Já mediante os sintomas, após avaliação clínica inicial e exame ginecológico, o especialista pode solicitar:

Como é feito o tratamento?

O tratamento é definido de acordo com cada caso. Na ausência de sintomas, por exemplo, na maioria das vezes não é necessário intervir. Contudo, é fundamental que a paciente mantenha o acompanhamento ginecológico regular para evitar que os miomas aumentem de tamanho e provoquem complicações.

Quando os miomas causam dores, desconforto e prejudicam a qualidade de vida da mulher, o problema pode ser tratado com intervenção cirúrgica ou farmacológica. Anticoncepcionais, anti-inflamatórios e analgésicos são opções de controle medicamentoso, bem como suplementos de ferro e vitaminas, se necessário.

Se a paciente não tem o desejo imediato de engravidar, é indicado o uso de anticoncepcionais orais ou dispositivos intrauterinos hormonais (DIU hormonal), que tendem a regular o ciclo menstrual, reduzir o fluxo e atenuar as dores. Diante da necessidade de intervenção cirúrgica, as técnicas incluem miomectomia e histerectomia.

O quadro pode apresentar complicações?

Os miomas são condições benignas, portanto sem grande potencial oncológico. Contudo, o quadro pode se agravar em outras direções e provocar, além das dores e desconfortos frequentes, problemas maiores, como anemia e infertilidade. Além disso, alguns desses tumores crescem de forma exagerada e necessitam de remoção cirúrgica.

A gestação é possível para quem tem miomas?

Sim. A mulher que tem miomas também pode engravidar. Entretanto, esse problema pode afetar a fertilidade feminina, uma vez que a presença dos tumores, conforme a localização, tende a provocar obstrução tubária ou ainda dificultar a fixação do embrião no endométrio. Quando a concepção ocorre, alguns riscos na gestação são: abortos recorrentes, parto prematuro e posição anormal do feto.

Com desejo reprodutivo ou não, o mais indicado é que todas as mulheres mantenham as consultas com o ginecologista em dia. Essa é a maneira mais segura de identificar os miomas, assim como outras doenças, de forma precoce e recorrer ao tratamento antes que a condição se agrave.

Agora, entenda um pouco melhor esse quadro: basta ler o texto sobre miomas uterinos que você terá mais informações sobre a doença.

 

 

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