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O que são pólipos endometriais?

O que são pólipos endometriais?

por Dr. Luíz Flávio Cordeiro

Muitas das doenças que acometem o útero apresentam sintomas incômodos que levam a mulher a buscar atendimento médico e tratamento. Algumas dessas doenças, no entanto, podem não apresentar sintomas, o que leva a um diagnóstico tardio. Esse é o caso dos pólipos endometriais.

Alguns dos sintomas mais comuns de doenças uterinas são dores intensas, sangramentos anormais ou ausentes ou o aparecimento de estruturas ou fluidos anormais. Porém, devido à existência de uma série de outras doenças que se manifestam de forma bastante sutil e silenciosa, algumas mulheres podem demorar a buscar auxílio médico.

Essas doenças assintomáticas muitas vezes têm seu diagnóstico feito tardiamente, durante a realização de exames rotineiros. Dessa forma, elas podem evoluir para quadros ainda mais complexos, como tumores e carcinomas.

Neste texto, explicaremos o que são e como se manifestam os pólipos endometriais.

Pólipos endometriais

“Pólipo” é uma palavra que se refere a qualquer corpo, séssil (aderido a um tecido plano) ou pediculado, que sobressaia a partir de uma superfície, independentemente de sua composição celular.

Esse corpo cresce de forma anormal, a partir de algum órgão ou tecido do corpo. Pólipos endometriais, portanto, são corpos resultantes do crescimento anormal de células que ficam total ou parcialmente aderidos ao tecido endometrial, camada que reveste internamente o útero.

A prevalência desses pólipos é de 7,8% a 34% em mulheres com sangramento uterino anormal, e eles podem aparecer tanto em uma única formação como múltiplas, de tamanhos variados, podendo ocupar boa parte da cavidade uterina.

A estrutura celular dos pólipos endometriais é formada por glândulas e tecido, que pode ser ou não funcional. Isso significa dizer que alguns pólipos respondem aos estímulos hormonais de forma semelhante ao endométrio.

No entanto, a maioria não responde aos hormônios. Os pólipos endometriais são frequentemente proliferações celulares benignas, mas podem apresentar células pré-malignas e malignas.

Alguns fatores de risco são bem reconhecidos, como a idade acima de 50 anos, presença de sangramento anormal e estado pós-menopausa.

Sintomas de pólipos endometriais

A maioria dos pólipos endometriais não causa sintomas. É comum que as mulheres descubram pólipos endometriais inesperados em exames de rotina. Entretanto, podem surgir alguns sinais como sangramento uterino anormal em volume e frequência, ocorrendo em diferentes fases do ciclo menstrual.

A infertilidade é outro sintoma possível dessa doença.

Exames indicados e como é feito o diagnóstico dos pólipos

Atualmente, técnicas como a ultrassonografia pélvica transvaginal e a histeroscopia fornecem informações satisfatórias para o diagnóstico de pólipos endometriais.

O exame de diagnóstico mais solicitado é a ultrassonografia, ao redor do 10º dia do ciclo menstrual, que permite a visualização de toda a cavidade uterina e a identificação de qualquer anormalidade.

Outros exames podem ser feitos, como a histerossonografia, que é exame de ultrassom em que um pequeno cateter é inserido pela vagina até o útero, através do qual se injeta uma solução fisiológica que facilita a visualização das camadas mais internas desse órgão e a identificação de possíveis lesões.

Tratamento dos pólipos

Sabe-se que até 25% dos pólipos com dimensão inferior a 10 mm regridem espontaneamente após 1 ano; no entanto, não há nenhum fator que possa predizer tal comportamento.

Na decisão sobre a melhor forma de tratamento, devem ser levados em consideração a existência dos sintomas, o período reprodutivo (menopausa ou não) e o uso de medicamentos, mas a polipectomia, extração cirúrgica dos pólipos endometriais, costuma ser indicada, especialmente em casos de pólipos maiores de 15 mm, pólipos múltiplos e na presença de infertilidade.

Riscos da ausência de tratamento dos pólipos

Pólipos endometriais podem estar associados à hiperplasia atípica e carcinoma endometrial, apesar de essas situações serem raras.

Entretanto, até o momento não há evidências que permitam afirmar, de fato, se os pólipos endometriais sofrem malignização, isto é, apresentam evolução para o câncer de endométrio, ou se a sua presença levaria apenas ao diagnóstico de oportunidade de um câncer endometrial concomitante.

Algumas doenças uterinas têm uma manifestação bastante silenciosa e, por isso, é aconselhável que a mulher se consulte com um ginecologista periodicamente, como forma de garantir sua saúde e bem-estar.

Além do acompanhamento com profissional, é prudente observar cotidianamente se o corpo apresenta alterações, estando atenta especialmente para sangramentos com volume ou frequência anormais, dores e ardências.

Dessa forma é possível prevenir e tratar efetivamente o desenvolvimento de doenças como endometriose, miomas, carcinomas e pólipos, entre outras doenças.

Quando a mulher não cumpre as consultas ginecológicas rotineiras, ela se torna vulnerável a diversos distúrbios. Quanto mais tardio o diagnóstico, mais difícil é o tratamento e piores são as consequências associadas a algumas doenças.

Os pólipos endometriais podem afetar o útero da paciente e ser responsáveis por algumas complicações. Leia mais informações sobre os pólipos endometriais em nosso artigo sobre esse tema.

 

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