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PTGI: tratamento

PTGI: tratamento

por Dr. Luiz Flávio Cordeiro Fernandes

As patologias do trato genital inferior (PTGI) são todas aquelas que afetam o colo do útero, o canal vaginal e a vulva. Normalmente os sintomas dessas doenças são percebidos pela mulher no dia a dia, como coceira, vermelhidão e lesões na região genital. Normalmente transmitidas por meio de relação sexual, doenças desse tipo podem desaparecer naturalmente, mas também podem se desenvolver e gerar quadros bastante sérios, como um câncer do colo do útero.

Por isso, procurar um médico ao sinal dos primeiros sintomas e fazer um acompanhamento regular da saúde ginecológica é fundamental para reconhecer uma PTGI e tratá-la o quanto antes, de forma a evitar uma evolução para condições mais graves.

Neste artigo vamos falar sobre as PTGI, suas características e principais formas de tratamento. Continue a leitura para saber mais.

O que é PTGI

As PGTI são doenças que acometem o trato genital inferior da mulher (colo do útero, canal vaginal e vulva). Elas podem ser causadas por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), entre outras, capazes de evoluir para quadros mais graves, sendo que a mulher pode desenvolver, por exemplo, câncer do colo do útero, vagina e vulva.

O principal causador desse tipo de câncer é o HPV, grupo de mais de 100 vírus, dos quais ao menos 14 podem evoluir para câncer. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), os dois tipos mais comuns de HPV são responsáveis por 70% dos casos de lesões pré-cancerosas e câncer do colo do útero.

Embora em muitos casos as lesões de HPV possam se resolver sozinhas, não há como saber se elas evoluirão ou não, por isso é importante fazer o acompanhamento anual com um ginecologista e procurá-lo assim que perceber qualquer anormalidade na saúde ginecológica. O diagnóstico precoce permite que a doença seja tratada rapidamente, evitando possíveis problemas.

Quais os sintomas?

Nem sempre uma PTGI apresenta sintomas, por isso a importância de visitar seu ginecologista anualmente. No entanto, em alguns casos a mulher pode perceber alterações, como:

  • Corrimento;
  • Coceira;
  • Lesões;
  • Vermelhidão;
  • Aumento da sensibilidade em região genital;
  • Sangramento uterino anormal;
  • Dores na região abdominal e durante as relações sexuais.

Estar atenta a essas e outras alterações do próprio corpo e procurar ajuda de um médico quando percebê-las é fundamental para o diagnóstico precoce.

Como é feito o diagnóstico?

O principal método diagnóstico para lesões causadas por HPV é a colposcopia, exame feito com um equipamento dotado de lentes de aumento, que permite a visualização ampliada da vagina e do colo do útero, para identificar quaisquer alterações. Durante uma colposcopia, de acordo com a indicação médica, é possível também fazer uma biópsia, para investigar traços de células cancerígenas.

A colposcopia pode ser realizada como exame de rotina ou indicada quando o papanicolaou e/ou o exame clínico feito pelo médico apontam alguma anormalidade.

As demais doenças do trato genital inferior podem se diagnosticadas clinicamente e com a análise da secreção vaginal.

Quais os tratamentos existentes para PTGI?

Existem alguns possíveis tratamentos para PTGI, de acordo com o diagnóstico e a severidade dos sintomas e da doença. Conheça alguns abaixo:

Lesões de HPV

Transmitido principalmente durante a relação sexual, o HPV pode causar verrugas na região genital. Muitas vezes elas desaparecem naturalmente, porém não há como saber se isso acontecerá ou se a lesão evoluirá para câncer. Por esse motivo o diagnóstico e o tratamento precoce são tão importantes.

As verrugas genitais causadas por HPV em geral são tratadas em procedimentos simples, com laser, crioterapia (tratamento à base de frio) ou substâncias químicas. Em alguns casos, pode ser necessária uma cirurgia para remover a lesão.

Infecções por DST

As infecções causadas por outras DSTs são frequentemente tratadas com antibióticos. Durante o período de tratamento (em geral de três a quatorze dias) a paciente e seu(s) parceiro(s) são orientados a não ter relações sexuais, para evitar uma nova transmissão.

Doença inflamatória pélvica

Caso a PTGI não seja tratada a tempo, ela pode ascender pelo trato genital, atingindo outros órgãos e causando a chamada doença inflamatória pélvica (DIP). A DIP é tratada também com antibióticos e, se necessário, drenagem de abscessos, quando presentes, que não regredirem com o uso dos medicamentos.

É possível prevenir PTGI?

A maioria das doenças causadoras de PTGI pode ser evitada por meio da prática do sexo seguro, com o uso de preservativo em qualquer tipo de relação. No caso do HPV existe também a vacina, recomendada para meninos a partir dos 11 anos de idade e meninas a partir dos 9, que protege contra os principais tipos do vírus. Manter a boa higiene da região genital é outra medida que ajuda a evitar DSTs.

As PTGI, portanto, são doenças comuns e fáceis de serem diagnosticadas, desde que a mulher fique atenta aos sintomas e mantenha a rotina de ir anualmente ao seu ginecologista para uma consulta e exames de rotina. Com o diagnóstico precoce são maiores as chances de um tratamento bem-sucedido para evitar complicações.

Se você quer saber mais sobre o assunto, toque aqui e leia outro conteúdo do nosso site.

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